Iemanjá é a grande Deusa de todas as águas, a grande mãe. Sua cor é o verde água, na cabeça utiliza uma coroa com adereços cobrindo-lhe o rosto. Mãe de Exu, Ogum e Oxossi. Orixá feminino de rara beleza. Seu metal é a prata, ouro branco e a platina. Seu nome em Ioruba é Yéyé Omo ejá, que significa mãe cujos filhos são peixes. Iemanjá seria filha de Olokum, Deus do mar.
Na verdade, esta Deusa teve 10 filhos, sendo também mãe de Osumare ego beegyrin fooná diwó, que significa o arco-íris que se desloca na chuva e guarda o fogo nos punhos, e de Arira gá gá gá ti a beijirin tumó ejí, o trovão que se desloca com a chuva e revela seus segredos. Sendo assim, Xangô e Oxumarê também são filhos desta divindade. Por esse motivo, ela é considerada a mãe dos Orixás.Iemanjá tem diversos nomes relativos aos diversos lugares profundos dos rios. Ela é representada nas imagens com o aspecto de uma matrona de seios volumosos, símbolo da maternidade, fecunda e nutritiva.
Na festa de Iemanjá que é comemorada no dia 2 de janeiro, todos os fiéis reúnem-se na praia e é colocado um grande balaio cheio de presentes à divindade: cortes de tecidos, jóias verdadeiras, perfumes caros, espelhos, até dinheiro. Este balaio é coberto de muitas flores, depois os fiéis vão ao alto mar numa verdadeira procissão levar essas oferendas para a Deusa. Elas são depositadas no fundo do mar onde alguns mergulhadores escolhidos pela sacerdotisa da divindade colocam. Se a maré devolver para a praia as oferendas, para a tristeza de seus adeptos, a divindade não aceitou os presentes. Se os mesmos permanecerem no fundo do mar, a oferenda foi aceita e será um ano de muita prosperidade para seus adeptos.
Este ritual é feito e os que participam devem estar de corpo limpo, vestidos de branco e com pensamento voltado somente em coisas boas, afinal estão reverenciando uma grande mãe. Não é permitido que seus fiéis pratiquem sexo três dias antes e depois das oferendas e não façam uso de bebida alcoólica, pois isso insultaria a divindade. Iemanjá é protetora dos navegantes e dos pescadores. É ela quem decide se a pesca será boa ou não.
Arquétipo das filhas de Iemanjá: são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes. Tem sentido de hierarquia, faz-se respeitar, mas são justas e formais. Põem sempre a prova às amizades e custam muito a perdoar uma ofensa e se perdoam não esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias, sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo das fazendas discretas e de jóias caras. Ela tem tendência a vida suntuosa, mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem viver assim.
YAA DIA ERUIA Axé Axé Axé