Eepa rei oiá mesam orum. É com essa saudação que todos cumprimentam Iansã quando ela está em
terra. O seu significado é Medo ó mãe dos nove céus.
Iansã é um Orixá feminino que rege os ventos e tempestades. Sua cor é o marrom e seu dia é a quarta-feira, junto com seu marido Xangô, do qual recebeu o poder de lançar pequenos raios. Seus símbolos são o chifre de búfalo e o alfanje que são colocados sobre seu altar. Suas oferendas são de acarajé e a carne de carneiro lhe é proibida.
Quando se manifesta em seus iniciados, ela é adornada com uma coroa semelhante a dos reis africanos, cujas franjas de contas escondem seu rosto. Carrega nas mãos um alfanje que é um espanta moscas feito de cauda de cavalo.
Iansã é tão forte que, sozinha, mata um búfalo, tira seu coro e ainda se veste com o mesmo ainda quente. Nas suas danças ela evoca através de seus movimentos sinuosos e rápidos as tempestades e os ventos enfurecidos. Certas Iansãs chamadas de Iansã de Ygbalé, ligadas ao culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços largamente abertos e estendidos para frente.
Arquétipo de Oia Iansã: mulheres audaciosas e autoritárias, mulheres que podem ser fiéis e de lealdade absoluta em certas circunstâncias, mas que em outros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam se levar a manifestações de extrema cólera. Mulheres, enfim, cujo temperamento sexual e voluptuoso, pode leva-la a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reservas nem decência. O que não as impedem de continuarem muito ciumentas de seus maridos, mas isso só acontece se se sentirem traídas. São mulheres guerreiras e absolutas. Enfrentam qualquer obstáculo, são guerreiras e poderosas. Epa rei oia mesam orum.
Axé!