OXOSSI é o Orixá que garante a fartura, sustento, alimentação e prosperidade ao ser-humano. Deus da caça, das úmidas florestas, abate os javalis, as feras, e por isso é considerado a divindade da fartura, da abundância, da prosperidade. Em seu lado negativo, porém, pode ser também o pai da míngua, da falta de provisão.
O arquétipo de Oxóssi é o das pessoas espertas, rápidas, sempre alerta e em movimento. São pessoas cheias de inicitiva e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades. Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma.
Suas insígnias são o OFÁ (arco e a flecha de metal, conjugados), e o IRUKERÉ (espanta-mosca – símbolo dos Reis na África e afugentador e dominador de Égúns); e os Oge – Chifres de touro – chamados Olugboohun (o Senhor escuta minha voz), que é um poderoso meio de comunicação entre o Aiyé e Orún (Céu e a Terra).
Segundo a lenda na África nenhum caçador, se aventuraria, a ir à floresta sem seu írúkéré, pois tem o poder de manejar e controlar todo tipo de espíritos da floresta. Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.
Além disso, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.