Uma grande mãe iabá que quer dizer Orixá feminino. É o Orixá mais velho do candomblé.
Essa grande mãe é responsável pela criação. Todas as pessoas que engravidam devem prestar reverência à Nanã, Orixá elemento terra. Seus domínios são em pântanos e lagos de águas paradas.
Mãe de Omolu e Oxumarê, conta a lenda africana que Nanã exercia grande poder sobre os eguns (espíritos), mas usava este poder para assustar seu marido Oxalá. Todas as noites ela invocava esses ancestrais no jardim de seu palácio para amedrontar seu marido com intuído de fazer com que ele cedesse aos seus caprichos.
Oxalá desanimado e amedrontado comentou com seu amigo Ogun e este lhe deu uma idéia. Por não ter medo de espíritos ele disse: “Vamos preparar uma cilada para Nanã. Hoje a noite, você irá entreter sua esposa em seus aponsetos não deixando que ela venha para o jardim. Eu me vestirei com as roupas de Nanã e imitarei a sua voz”. Assim foi feito. Quando a noite caiu, Ogum de se vestiu de mulher e disfarçou sua voz imitando a de Nanã. Invocou os espíritos e a hora que eles chegaram, ordenou que eles nunca mais voltassem ao jardim do palácio e eles se foram. E foi assim que Oxalá se livrou das perseguições de Nanã. Como por castigo ela perdeu o comando sobre os eguns (espírito) e ainda foi castigada por Ogun, nunca mais podendo manipular nenhum de seus metais. A ferramenta de Nanã ou o seu fetiche é o ibirin feito de palha de dendezeiro e palha da costa. Sua cor é o lilás e o seu dia segunda-feira.
Sua saudação é Saluba Nanã.
Arquétipo dos filhos de Nanã: são pessoas que agem com calma e benevolência. Dignidade e gentileza. Pessoas lentas no cumprimento do seu trabalho e que julgam ter a eternidade para fazer seus deveres. Gostam de criança e as educam com excesso de doçura e mansidão. São indulgentes como avós. Agem com segurança e majestade. São pessoas equilibradas e agem sempre no caminho da sabedoria e justiça.
Axé para todos.