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Ìbejì

Ìbejì ou Ìgbejì – é divindade gêmea da vida, protetor dos gêmeos na Mitologia Yoruba. Da-se o nome de Taiwo ao Primeiro gêmeo gerado e o de Kehinde ao último. Os Yorùbá acreditam que era Kehinde quem mandava Taiwo supervisionar o mundo, donde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho.

Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os Yorùbá colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ìbejì. Os pais de gêmeos costumam fazer oferendas a cada oito dias em sua honra.
Pois, na África, as crianças representam a certeza da continuidade, e são consideradas as maiores riquezas dos pais. Os gêmeos são, para os pais uma garantia de sorte e de fortuna.

Eles formam-se a partir de duas entidades distintas que coo-existem, respeitando o princípio básico da dualidade. Contam os Itãs (conjunto de lendas e histórias passados de geração a geração pelos povos africanos), que os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa , também recebem oferendas. Continuar Lendo »

Iemanjá

Iemanjá é a grande Deusa de todas as águas, a grande mãe. Sua cor é o verde água, na cabeça utiliza uma coroa com adereços cobrindo-lhe o rosto. Mãe de Exu, Ogum e Oxossi. Orixá feminino de rara beleza. Seu metal é a prata, ouro branco e a platina. Seu nome em Ioruba é Yéyé Omo ejá,  que significa mãe cujos filhos são peixes. Iemanjá seria filha de Olokum, Deus do mar.

Na verdade, esta Deusa teve 10 filhos, sendo também mãe de Osumare ego beegyrin fooná diwó, que significa o arco-íris que se desloca na chuva e guarda o fogo nos punhos, e de Arira gá gá gá ti a beijirin tumó ejí, o trovão que se desloca com a chuva e revela seus segredos. Sendo assim, Xangô e Oxumarê também são filhos desta divindade. Por esse motivo, ela é considerada a mãe dos Orixás.Iemanjá tem diversos nomes relativos aos diversos lugares profundos dos rios. Ela é representada nas imagens com o aspecto de uma matrona de seios volumosos, símbolo da maternidade, fecunda e nutritiva. Continuar Lendo »

Obá

Saudação de Obá: Obá chirê. Obá, divindade das águas, Orixá feminino, Orixá guerreira. Conta a lenda que Obá guerreou com todos os Orixás e a todos venceu. Faltava apenas Ogum, Orixá masculino, dono do ferro e Orixá da guerra, não queria perder este duelo. Então, decidiu consultar Ifá, Deus da adivinhação.

Ifá lhe ensinou uma armadilha para vencer Obá no dia do duelo. Ogum socou em um pilão bastante milho e quiabo fazendo uma pasta bastante viscosa. No dia da luta ele espalhou esta pasta em um canto do lugar marcado. Quando a luta começou Obá estava levando muita vantagem sobre Ogum. Então, Ogum começou a direcionar a luta para o canto onde estava a pasta de quiabo. Quando Obá pisou na pasta ela caiu e perdeu a luta. Neste local, Ogum a possuiu.

Obá foi uma das três esposas de Xangô, sendo Obá, Iansã e Oxum. Obá, a esposa mais velha, ficava intrigada pela preferência de Xangô por Oxum e perguntou a ela o porque dessa preferência. Oxum, muito ardilosa, afirmou que era pro causa da comida que fazia para ele. Continuar Lendo »

Oxum

OraYeieu Ofiberiman. Orixá do ouro e da prosperidade. Mora nas águas doces e é cultuada principalmente nas cachoeiras. Rege o ventre feminino e a fertilidade. Tem contato direto com Iyami Ossorongá. Veste o amarelo ouro, é a dona do ouro, carrega um espelho e uma coroa na cabeça com o rosto coberto, que em Yorubá é um adê, e seu rosto é coberto com, fios de conta, em Yorubá: filá.

Esposa preferida de Xangô. Conta à lenda que Xangô por amor de Oxum suicidou-se pendurado em um pé de Obi. É um orixá feminino, sutil, de grande beleza.

Come feijão fradinho temperado com camarão e decorado com ovos cozidos. Diz a lenda que uma vez oferecida essa comida a Oxum, ela atende rapidamente grandes pedidos em casos amorosos. A cor preferida de Oxum é o amarelo ouro, cujo precioso metal ela é a senhora. Continuar Lendo »

Iansã

Eepa rei oiá mesam orum. É com essa saudação que todos cumprimentam Iansã quando ela está em terra. O seu significado é Medo ó mãe dos nove céus.

Iansã é um Orixá feminino que rege os ventos e tempestades. Sua cor é o marrom e seu dia é a quarta-feira, junto com seu marido Xangô, do qual recebeu o poder de lançar pequenos raios. Seus símbolos são o chifre de búfalo e o alfanje que são colocados sobre seu altar. Suas oferendas são de acarajé e a carne de carneiro lhe é proibida.

Quando se manifesta em seus iniciados, ela é adornada com uma coroa semelhante a dos reis africanos, cujas franjas de contas escondem seu rosto. Carrega nas mãos um alfanje que é um espanta moscas feito de cauda de cavalo.

Iansã é tão forte que, sozinha, mata um búfalo, tira seu coro e ainda se veste com o mesmo ainda quente. Nas suas danças ela evoca através de seus movimentos sinuosos e rápidos as tempestades e os ventos enfurecidos. Certas Iansãs chamadas de Iansã de Ygbalé, ligadas ao culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços largamente abertos e estendidos para frente. Continuar Lendo »

Logun Ede

Logun Ede: grande Orixá dono da riqueza.

Logun Ede é um Orixá fruto do amor dos Orixás Oxossi e Oxum, por esse motivo, carrega a fartura de Oxossi e a riqueza de Oxum. Enrile é uma qualidade de Oxossi, seu símbolo de ferro forjado é um pássaro fixo sobre uma aste de metal circulada sobre dezesseis outras astes sobre as quais se encontra também um pássaro. O culto de Erinle realiza-se as margens de diversos lugares profundos de um rio. Ele recebe oferendas de acarajé, inhame, bananas, feijão assado, tudo regado a azeite de dendê. No Brasil e em Cuba, o pai de Logun Ede é conhecido como Oxossi Inlé Erinle, concebido por Oxum Iponda. Esta qualidade de Oxum também é guerreira. Os seus Axés são constituídos de pedra de rio, jóias de cobre e um pente de tartaruga. O amor pelo cobre, metal mais preciosos do país Ioruba nos tempos antigos, é mencionado nas saudações que são dirigidas a Oxum. Mulher elegante, que tem jóias de cobre maciço, é uma cliente dos mercadores de cobre. Oxum limpa suas jóias antes de limpar seus filhos. Continuar Lendo »

Sango ou Xangô

Sango ou Xangô, Orixá da justiça. Orixá grande rei na terra do Oió. O culto a Sango é muito popular no novo mundo, tanto no Brasil quanto nas Antilhas. No Recife, seu nome serve para designar o conjunto de cultos africanos praticados no Estado de Pernambuco. Na Bahia, seus fiéis usam colares de contas vermelhas e brancas como na África. Quarta-feira é o dia da semana consagrado a ele.

Assim que Sango aparece manifestado em um de seus iniciados as pessoas o saúdam gritando KAO KABIECILE, que quer dizer venham ver o Rei descer sobre a terra.

Sango Orixá viril, violento, justiceiro e castiga os mentirosos, ladrões e os malfeitores. Por isso, a morte por raio é considerada infamante. Da mesma forma, uma casa atingida por um raio é uma casa marcada pela cólera de Sango. Na África, as casas atingidas por raios são obrigadas a pagar multas pesadas para os sacerdotes de Sango, que vem procurar nos escombros os EDUM ARA (pedras de raio) lançadas pelo Orixá e profundamente enterradas no local onde o solo foi atingido. Estas pedras na verdade são machados neolíticos e as mesmas são colocadas dentro de um pilão de madeira esculpida. Tais pedras são consideradas emanações de Sango e possuem o seu Axé e seu poder. A Sango também pertence o Oxê, machado de duas lâminas, que lembra o símbolo de Zeus em Greta. Continuar Lendo »

OXOSSI

OXOSSI é o Orixá que garante a fartura, sustento, alimentação e prosperidade ao ser-humano. Deus da caça, das úmidas florestas, abate os javalis, as feras, e por isso é considerado a divindade da fartura, da abundância, da prosperidade. Em seu lado negativo, porém, pode ser também o pai da míngua, da falta de provisão. 

O arquétipo de Oxóssi é o das pessoas espertas, rápidas, sempre alerta e em movimento. São pessoas cheias de inicitiva e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades. Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma. Continuar Lendo »

O símbolo de Oxumarê é o arco íris. Suas funções são múltiplas. Sendo um servidor do Orixá Xangô oOxumarê trabalho de Oxumarê é recolher as águas caídas sobre a terra durante as chuvas e levá-las de volta as nuvens. Oxumarê é a mobilidade e é a atividade.

Uma de suas obrigações é dividir as forças que produzem movimento. Ele é o senhor de tudo que é alongado, o cordão umbilical está sob seu controle. Ele é o símbolo da continuidade e da permanecia. É representado por uma serpente, que se enrosca e morde a própria calda. Enrola-se em volta da terra para impedi-la de se desgarrar. Diz-se que se perder as forças seria o fim do mundo. Continuar Lendo »

Nanã

NanãUma grande mãe iabá que quer dizer Orixá feminino. É o Orixá mais velho do candomblé.

Essa grande mãe é responsável pela criação. Todas as pessoas que engravidam devem prestar reverência à Nanã, Orixá elemento terra. Seus domínios são em pântanos e lagos de águas paradas. Continuar Lendo »

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